A Psicanálise é o seu método: a impossibilidade da dissociação entre a pesquisa e a clínica na operação de uma mudança de posição subjetiva

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DOI:

https://doi.org/10.69751/arp.v14i28.6079

Resumo

O objeto do presente artigo é a articulação entre método, pesquisa e clínica em Psicanálise. Nosso objetivo é examinar como Freud chegou ao método psicanalítico por excelência, a associação livre, demonstrando como é impossível desarticular a pesquisa da clínica no campo psicanalítico. A metodologia consistiu na análise dos conceitos elaborados, principalmente, por Freud e Lacan, articulando-os ao método psicanalítico. Em um segundo momento, investigamos por que o cogito cartesiano cria a possibilidade da Psicanálise, possibilitando o despojamento do sujeito de suas qualidades, mostrando como a Psicanálise é uma ciência. Discutimos, ainda, a posição do analista-pesquisador, que não é estritamente equivalente àquela do analista, mas não se faz sem um atravessamento do seu discurso, de maneira que o analista trabalha “como uma besta” (Freud, 1900-1901/1996, p. 554), independentemente do espaço no qual esteja inserido, inclusive na universidade. Concluímos apontando que o estatuto científico da Psicanálise se sustenta, precisamente, em seu método, que indissocia clínica e pesquisa e torna possível a mudança de posição subjetiva do analisante.

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Biografia do Autor

Marina Mendes Fiorenza, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Psicanalista. Membra do Laço Analítico/Escola de Psicanálise. Doutora (2024) e mestra (2016) pelo Programa de Pós-Graduação em Psicanálise da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) (Rio de Janeiro, Brasil). 

Rita Manso de Barros, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Psicanalista. Professora Titular do Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UniRio) (Rio de Janeiro, Brasil). Professora Associada do Programa de Pós-Graduação em Psicanálise (ME/DO) e do Mestrado Profissional em Psicanálise e Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Pós-doutorado no Laboratório de Psicanálise, Sociedade e Política do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). 

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Publicado

06-04-2026

Como Citar

Fiorenza, M. M., & Barros, R. M. de. (2026). A Psicanálise é o seu método: a impossibilidade da dissociação entre a pesquisa e a clínica na operação de uma mudança de posição subjetiva. Analytica: Revista De Psicanálise, 14(28). https://doi.org/10.69751/arp.v14i28.6079