A TERRITORIALIZAÇÃO DO PROGRAMA ACADEMIA DA SAÚDE EM SOBRAL-CE

ENTRE JUSTIÇA E INJUSTIÇA ESPACIAL

Autores

  • Daniel Chaves Ferreira Universidade Estadual Vale do Acaraú - UEVA. Programa de Pós-Graduação em Geografia - PROPGEO
  • Luiz Antonio Araújo Gonçalves Docente/Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Geografia — PROPGEO, Centro de Ciências Humanas — CCH, Universidade Estadual Vale do Acaraú — UVA. Avenida John Sanford, 1845, Bairro Junco, Sobral, Ceará, CEP 62030-295. https://orcid.org/0000-0003-2090-6312
  • Rita de Cássia da Conceição Gomes Docente/Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Geografia — PROPGEO, Centro de Ciências Humanas — CCH, Universidade Estadual Vale do Acaraú — UVA. Avenida John Sanford, 1845, Bairro Junco, Sobral, Ceará, CEP 62030-295. https://orcid.org/0000-0003-0409-8060

Palavras-chave:

justiça espacial, Programa Academia da Saúde, políticas públicas de saúde, cidadania, qualidade de vida

Resumo

O presente artigo analisa como a territorialização do Programa Academia da Saúde (PAS), na cidade de Sobral-CE, expressa e produz situações de justiça e injustiça espacial. Parte-se do entendimento de que a saúde é um direito social atravessado por desigualdades socioespaciais e de que a justiça espacial constitui uma importante ferramenta teórico-analítica para compreender a distribuição territorial das políticas públicas de saúde. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa, orientada por uma perspectiva dialético-crítica, articulando pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo realizada nos dois polos do PAS localizados nos bairros Cohab III e Dom José. Os dados foram organizados e analisados com base na Análise de Conteúdo. Os resultados mostram que a territorialização do PAS em Sobral é contraditória, pois, ao mesmo tempo em que amplia o acesso público à promoção da saúde em bairros periféricos, fortalece vínculos comunitários e contribui para a cidadania e a qualidade de vida, também apresenta cobertura territorial limitada, desigualdades de acessibilidade e barreiras que restringem o acesso ao programa. Conclui-se que o PAS não pode ser interpretado de forma linear como uma política apenas justa ou injusta, uma vez que sua espacialidade produz simultaneamente inclusão e exclusão. Assim, o estudo contribui para o debate da justiça espacial no campo da Geografia da Saúde, ao evidenciar que a efetivação do direito territorial à saúde depende não apenas da existência formal da política pública, mas da forma como ela se distribui, se organiza e alcança os diferentes sujeitos e territórios da cidade, bem como seus usos, apropriações e vivências. 

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Biografia do Autor

Luiz Antonio Araújo Gonçalves, Docente/Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Geografia — PROPGEO, Centro de Ciências Humanas — CCH, Universidade Estadual Vale do Acaraú — UVA. Avenida John Sanford, 1845, Bairro Junco, Sobral, Ceará, CEP 62030-295.

É bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará - UECE (2002/2009), possui mestrado e doutorado em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia - PROPGeo/UECE. Foi Pró-Reitor de Extensão e Cultura da Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA e Coordenador Adjunto do Mestrado Acadêmico em Geografia - MAG/UVA. Realizou Estágio Pós-Doutoral no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), com a Pesquisa: ''As novas centralidades e dinâmicas territoriais da rede urbana no Noroeste do Ceará.''. Atualmente é Professor Adjunto dos Cursos de Geografia (Bach. e Licenc.), do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UVA e coordena a Incubadora de Empreendimentos Econômicos Solidários da UVA (IEES/UVA). Desenvolve pesquisas na área de Geografia Humana, com ênfase em Geografia Urbana, Geografia do Comércio e Serviços, Geografia do Turismo e Geografia do Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: circuitos da economia urbana, territórios urbanos, mobilidades e redes, cidades médias e pequenas, comércio e serviços, cultura e consumo, mercados e feiras. É autor do Livro: A metamorfose das feiras nordestinas: a inserção confecção popular e é membro da Rede de Pesquisadores sobre Cidades Médias (ReCiMe), da Rede de Pesquisadores de Pequenas Cidades (Mikripoli) e da Rede Norte-Nordeste de Pesquisadores na Pós-Graduação em Geografia (RENNEGEO).

Rita de Cássia da Conceição Gomes, Docente/Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Geografia — PROPGEO, Centro de Ciências Humanas — CCH, Universidade Estadual Vale do Acaraú — UVA. Avenida John Sanford, 1845, Bairro Junco, Sobral, Ceará, CEP 62030-295.

Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1979), Mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (1989). Doutorado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1998). Pós Doutorado pela Universidade do Porto - Portugal. Professora Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atualmente é Professora Visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, no Programa de Pós-graduação em Geografia. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Teoria Geográfica, atuando principalmente nos seguintes temas: Território; Cidade e Urbano; Desenvolvimento urbanorregional; Cidades Médias e Pequenas; Cidade, Comércio e Consumo.

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Publicado

2026-09-05

Como Citar

Chaves Ferreira, D., Araújo Gonçalves, L. A., & da Conceição Gomes, R. de C. (2026). A TERRITORIALIZAÇÃO DO PROGRAMA ACADEMIA DA SAÚDE EM SOBRAL-CE: ENTRE JUSTIÇA E INJUSTIÇA ESPACIAL . Revista Territorium Terram, 9(19), 498–516. Recuperado de http://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/6177