http://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/issue/feedRevista Territorium Terram2026-01-02T12:40:51-03:00Prof. Dr. Leonardo Cristian Rocharochageo@ufsj.du.brOpen Journal Systems<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Publicação quadrimestral, editada pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGeog) da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), a <em>Territorium Terram</em> destina-se a divulgar artigos científicos, de natureza teórica ou empírica, ligados à Geografia. Privilegiando a dimensão e a dinâmica da realidade espacial, a revista visa socializar e preservar conhecimentos, bem como, estimular a sua produção, encontrando-se aberta à contribuição de pesquisadores, professores do ensino superior, alunos de pós-graduação de outras instituições nacionais e internacionais.</span></p>http://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5907EDITORIAL2025-09-29T19:10:45-03:00Silvia Elena Ventorinisventori@ufsj.edu.br2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5823CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO ESPACIAL EM PESSOAS CEGAS2025-08-12T18:10:35-03:00Patrícia Assis da Silva Ribeiropatricia.assis@ufjf.brRone Vieira Lima Filhorone.filho@estudante.ufjf.br<p>O presente trabalho tem como objetivo compreender, por meio de um levantamento bibliográfico, como se dá o desenvolvimento do Pensamento Espacial em pessoas cegas e de que forma esse processo pode contribuir para a mediação do ensino de Geografia. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, com análise de produções textuais dedicadas ao Pensamento Espacial e autores dedicados à reflexão sobre a organização espacial de pessoas cegas. Os resultados deste estudo evidenciam que o Pensamento Espacial pode ser desenvolvido por pessoas cegas a partir de experiências sensoriais alternativas, como o tato, a audição e a cinestesia. A análise demonstrou que sujeitos com deficiência visual são capazes de construir representações espaciais complexas, interpretar relações entre objetos e fenômenos e mobilizar conceitos fundamentais para o raciocínio geográfico, desde que tenham acesso a práticas pedagógicas acessíveis e mediadas de forma intencional. Os resultados indicam ainda que embora existam avanços nas pesquisas sobre a construção de materiais didáticos acessíveis, como mapas táteis, ainda são escassos os estudos que investigam como pessoas com deficiência visual desenvolvem o Pensamento Espacial a partir das diferentes formas de reorganização funcional dos seus sentidos. Concluímos que, investigar como pessoas com deficiência visual constroem o Pensamento Espacial constitui um passo inicial importante para favorecer o desenvolvimento do raciocínio geográfico desses sujeitos, contribuindo para práticas pedagógicas mais inclusivas e para uma educação geográfica que reconheça e valorize diferentes formas de perceber e representar o espaço.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5821A GEOGRAFIA NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E NO CURRÍCULO REFERÊNCIA DE MINAS GERAIS 2025-08-12T18:10:44-03:00Gustavo Henrico da Silva Souzahenricogustavo87@gmail.comPatrícia Assis da Silva Ribeiropatricia.assis@ufjf.br<p>A Geografia é um dos componentes curriculares presente ao longo de todo o Ensino Fundamental e Médio. Na última década, com constantes mudanças curriculares, esse componente também passou por alterações, atendendo aos pressupostos de ensino de seus idealizadores. A presente pesquisa, teve como objetivo investigar como o componente curricular Geografia está presente na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG). Nesse sentido, realizou-se um estudo de natureza qualitativa, fundamentado na análise documental dos textos introdutórios de ambos os documentos relativos ao componente curricular em questão, complementada por uma contextualização introdutória da base legal que orienta e legitima a formulação de cada um deles. A análise evidencia que o CRMG e a BNCC tratam o componente curricular Geografia no geral, de forma alinhada, priorizando o ensino por investigação a partir da mobilização do raciocínio geográfico, visando um rompimento com o ensino historicamente pautado na descrição e na memorização. O estudo contribui para a aproximação e a elucidação curricular das concepções e conceituações presentes em ambos os documentos, além de oferecer subsídios para que os docentes de Geografia se apropriem das perspectivas delineadas nos referenciais curriculares analisados. Destaca-se que o conhecimento curricular é um componente chave na formação e atuação docente.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5830O RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO EM PERSPECTIVA2025-08-17T17:18:28-03:00Sinara Cristine Fariasinarafaria@gmail.comAndressa Camila Lenz Sottacs.lenz@gmail.comMatheus Hansen Trevisan Passosmatheus.hansen@estudante.ufjf.br<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho busca compreender como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG) abordam o raciocínio geográfico. O texto se apoia na pesquisa documental, utilizando-se da BNCC e do CRMG e nas pesquisas bibliográficas que tratam o raciocínio geográfico como termo exclusivo da ciência geográfica. Os resultados indicam que, de acordo com a BNCC e o CRMG, as situações geográficas, no ensino de Geografia, se </span><span style="font-weight: 400;">apresentam como ponto de partida</span><span style="font-weight: 400;"> para o estudante desenvolver o raciocínio geográfico, a partir dos conceitos e princípios dessa ciência. Considera-se que tanto a BNCC e o CRMG endossam a ideia de que as situações geográficas</span><span style="font-weight: 400;"> servem de base </span><span style="font-weight: 400;">para o desenvolvimento e o exercício do raciocínio geográfico pelos estudantes. É fundamental seguir aprofundando a compreensão do raciocínio geográfico, cuja importância é salientada em ambos os documentos curriculares, a fim de estimular e promover práticas pedagógicas que possam potencializá-lo.</span></p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5832ATLAS ESCOLAR GEOGRÁFICO MUNICIPAL2025-08-17T19:35:11-03:00Joseane Gomes de Araújojgaraujo@uesc.brHumberto Cordeiro Araújo Maiahcamaia@uesc.brElisângela Rosemeri Curti Martinsermsilva@uesc.br<p>Este trabalho discute a docência no contexto da pesquisa colaborativa a partir da elaboração do atlas escolar de Ilhéus e Itabuna - BA. O objetivo é refletir o diálogo entre universidade e Educação Básica na elaboração de materiais didáticos que representam o lugar de vivência e atendam as demandas curriculares. O percurso metodológico envolveu levantamento bibliográfico, a partir dos pressupostos da pesquisa colaborativa. Foram realizados encontros com os(as) professores(as) de Geografia da rede de ensino destes municípios juntamente com pesquisadores(as) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a partir das demandas foram elaboradas representações gráficas e cartográficas, além de produções textuais sobre os municípios. A pesquisa colaborativa demonstrou eficiência nessa articulação entre a universidade e Educação Básica, promovendo um diálogo que propicia o aprofundamento das questões teóricas e metodológicas associadas ao estudo do lugar de vivência e as práticas pedagógicas.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5837A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NO DISTRITO FEDERAL2025-08-19T15:31:12-03:00Fábio da Silvafabiosidneyster@gmail.com<p>O objetivo deste artigo é buscar quais fatores determinam o uso da Educação Patrimonial nas escolas da rede pública do Distrito Federal e auxiliar a geografia escolar e a divulgação do Patrimônio Cultural do Distrito Federal, com a finalidade de debater o benefício da conservação do lugar pelas escolas locais; assim como, contribuir com o processo de ensino-aprendizagem. Como metodologia, podemos citar a necessidade de uma revisão bibliográfica, isso porque faremos uso de material já publicado, constituído principalmente de artigos científicos.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5828 AVALIAÇÃO DE UM SÍTIO DO PATRIMÔNIO CULTURAL MINERÁRIO DO CICLO DO OURO - SÉCULO XVIII NA REGIÃO DE OURO PRETO E MARIANA, MINAS GERAIS2025-08-17T16:15:07-03:00Heloísa Silva Leãoheloleaogeo@gmail.comMúcio do Amaral Figueiredomuciofigueiredo@ufsj.edu.brPaulo de Tarso Amorim Castroptacastro@gmail.comLeonardo Barci Castriotaleocastriota@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">A avaliação e valoração do patrimônio cultural minerário histórico é o objetivo deste trabalho. Para tal, foi necessária uma introdução à temática partindo da noção de cultura, de patrimônio, da interrelação entre os dois conceitos, do significado de patrimonializar locais de grande importância histórica e cultural, particularmente relativos a um período de grande importância para a consolidação territorial, cultural e econômica do Brasil: a mineração no Ciclo do Ouro em Minas Gerais, no século XVIII. Um importante sítio arqueo-mínero-patrimonial (SAMP) foi escolhido e estudado, o Morro de Santo Antônio, na região de Ouro Preto e Mariana. Uma metodologia específica foi adaptada para a caracterização e valoração do sítio. Os resultados mostraram seu alto valor patrimonial e elevado potencial de uso turístico e educacional, associado a baixos níveis de ameaças. Porém, o referido SAMP ainda é negligenciado como um local de alta significância patrimonial e histórica, merecendo uma maior atenção das autoridades.</span></p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5834BANHEIRO DE GENTE 2025-08-18T00:23:27-03:00Remí Teixeira Campinasrecampinas2@gmail.comAna Carolina Barbosageog.carolina@hotmail.com<p>O presente trabalho tem por objetivo compreender como os banheiros do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ), notadamente o “banheiro de gente” e o “banheiro estagiários”, são forjados como espacialidades formativas para os licenciandos da universidade. Dentro de uma lógica em que a noção binária e dicotômica de gênero se produz e reproduz no espaço escolar os banheiros neutros emergem, portanto, como uma falha às arquiteturas desenhadas sob a égide das normas e parâmetros cisgêneros. Para isso, através de uma cartografia (Alvarez; Passos, 2009) composta por trabalhos de campo, regências e experimentações junto ao 7º ano do ensino fundamental, coloco em jogo minha própria vivência enquanto estagiário do CAp, a fim de entender como banheiros não generificados abrem brechas para diferentes possibilidades de existência e afirmam a presença de pessoas trans na educação básica. Nesse sentido, em constante diálogo com autores assentados no campo das geografias feministas (Silva; Ornat; Chimin Junior, 2023), que ratificam a importância das epistemologias trans (Preciado, 2019) discutimos possibilidades de visibilizar vivências trans-generificadas no espaço escolar. Apresentamos, portanto, como horizonte de ocupação a relação inter-escalar entre corpos dissidentes, entendidos como espaços existenciais (Barbosa, 2023; Lima, 2023) e a necessária reestruturação da escola como uma das táticas possíveis para criar condições de permanência na educação básica. A inclusão deste debate, grafado nas placas e portas do CAp-UERJ, traz elementos fundamentais para (re)pensar uma formação docente na qual a diferença faça parte dos currículos, da imaginação das geografias e da presença de todos os corpos no Instituto.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5798PATRIMÔNIO CULTURAL E IDENTIDADE LOCAL2025-07-18T16:48:29-03:00Thais Reis Mazinearq.thaismazine@gmail.comMariana Petry Cabralnanacabral75@gmail.com<p>Este trabalho apresenta um relato de experiência vinculado a uma pesquisa de mestrado em andamento, cujo objetivo principal é compreender de que forma diferentes metodologias de educação patrimonial podem estimular novas percepções dos jovens sobre a cidade e seus bens culturais. A atividade foi realizada em Cuiabá-MT, em 2023, com duas turmas do segundo ano do Ensino Médio do IFMT, e dividida em duas etapas complementares: a leitura e discussão da história em quadrinhos <em>TLEC: Uma Viagem pelo Patrimônio Cultural de Cuiabá</em> e uma visita guiada por pontos relevantes para a história da cidade. A proposta buscou articular o uso da linguagem dos quadrinhos à experiência do caminhar como estratégias pedagógicas para fortalecer vínculos com o espaço urbano e valorizar o patrimônio cultural local. Para avaliar os efeitos dessas ações, a pesquisa adota uma abordagem metodológica que inclui revisão bibliográfica, entrevistas, formulários aplicados aos participantes e registros audiovisuais das mediações, todos realizados com consentimento prévio. A análise se concentra na forma como os estudantes percebem e reinterpretam os bens culturais antes e depois das atividades, contribuindo para o debate sobre práticas inovadoras de mediação patrimonial em contextos escolares e urbanos e a busca de uma educação patrimonial mais participativa e crítica.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5819SERRA DO LENHEIRO2025-08-12T10:28:05-03:00Maisa dos Santosmaisasantos02@yahoo.com.brMaria Beatriz Junqueira Bernardes mariabeatrizjunqieira@gmail.com<p>O presente estudo analisa a Serra do Lenheiro como um patrimônio natural, arqueológico e cultural, ressaltando sua relevância ambiental e histórica. A pesquisa discorre sobre a percepção ambiental como um instrumento fundamental para a compreensão da relação entre o ser humano e o meio ambiente, destacando a influência dos processos cognitivos e afetivos na valorização das paisagens naturais e edificadas. Fundamentado em autores como Yi-Fu Tuan e Del Rio, o trabalho explora a forma como os sentidos e a subjetividade condicionam a percepção da paisagem, evidenciando a necessidade de estratégias de Educação Ambiental voltadas à conservação da Serra do Lenheiro. Ademais, propõe-se a implementação de um projeto educativo na Escola Estadual Professor Iago Pimentel, com o intuito de sensibilizar a comunidade escolar para a conservação desse patrimônio.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5829VARIABILIDADE CLIMÁTICA E RESPOSTA DA VEGETAÇÃO NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SÃO FRANCISCO (2000-2024) UTILIZANDO SENSORIAMENTO REMOTO2025-08-17T16:42:16-03:00Mariana Santos Freitasfreitasms@usp.brGabriel Pereirapereira@ufsj.edu.br<p>A Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (BHSF) é um sistema socioecológico de vital importância para o Brasil, enfrentando crescentes pressões da variabilidade climática. Este estudo analisou as tendências de precipitação, temperatura da superfície e vigor da vegetação (NDVI) na BHSF durante o período de 2000 a 2024. A metodologia empregou a plataforma Google Earth Engine para processar dados de satélite dos produtos CHIRPS (precipitação) e MODIS (temperatura e NDVI), aplicando filtros de qualidade (QA) para garantir a acurácia dos dados. A análise da série temporal e a geração de gráficos foram realizadas em ambiente Python com as bibliotecas Pandas e Matplotlib. Os resultados indicam uma acentuada variabilidade interanual na precipitação, com a ocorrência de secas severas (ex: 2012-2017) e um mínimo histórico em 2023 (629.1 mm). Observou-se uma clara tendência de aquecimento, com os cinco anos mais quentes da série concentrados na última década. O NDVI demonstrou forte correlação com a precipitação, com o menor índice de vigor vegetativo (0.490) registrado em 2017, no auge da seca. Conclui-se que a bacia está sob estresse climático intensificado, reforçando a importância do monitoramento climático contínuo na BHSF, contribuindo com subsídios técnicos para o planejamento ambiental, formulação de políticas públicas e estratégias de adaptação frente aos impactos das mudanças climáticas na região.</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5820INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA VOLUNTÁRIA E MAPEAMENTO SISTEMÁTICO2025-08-12T19:14:51-03:00Ana Luísa Teixeiraal.teixeira@unesp.brSilvia Elena Ventorinisventorini@ufsj.edu.br<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo deste trabalho é apresentar alguns conceitos à luz da Informação Geográfica Voluntária (IGV), procedimentos e ferramentas para o mapeamento. A metodologia é fundamentada na IGV e consistiu em pesquisa bibliográfica sobre a temática. A produção de dados geográficos de forma voluntária é amplamente utilizada em diversas áreas de pesquisa, como na representação sistemática urbana. Todavia, em razão de sua heterogeneidade é necessário, para melhor experiência de utilização, que esses dados sejam analisados. Apesar disso, diante da falta de dados e informações geográficas para gerar produtos cartográficos, os dados IGV são úteis em diversas aplicações. Portanto, a manipulação de dados IGV não deve ser considerada um desafio, mas uma oportunidade de incorporação destes dados à Infraestrutura de Dados Espaciais para amenizar lacunas.</span></p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5812 ONDAS DE CALOR E DE FRIO EM CLIMA TROPICAL DE ALTITUDE2025-08-07T14:56:28-03:00João Batista Ferreira Netojoao.geo@usp.brCamila Bertoletti Carpenedocamila.carpenedo@ufpr.brGabriel Pereirapereira@ufsj.edu.br<p>As mudanças climáticas têm provocado alterações significativas nos padrões térmicos regionais, com aumento de eventos extremos de temperatura do ar. Este estudo analisa essa dinâmica no município de São João del-Rei (MG), com foco na frequência e duração de ondas de calor e de frio. Foram comparados o período histórico (1994–2024) e projeções futuras (2030–2060) com base em dois cenários do CMIP6: SSP1-1.9 (mitigação intensa) e SSP5-8.5 (altas emissões de gases de efeito estufa). Utilizaram-se dados de reanálise do ERA5 (ECMWF) e simulações do modelo climático MRI-ESM2.0, processados em ambiente Linux com os softwares CDO, Python e QGIS. Os resultados indicam que, mesmo no cenário mitigado, as ondas de calor mantêm frequência semelhante à do presente, enquanto no cenário SSP5-8.5 há um aumento expressivo desses eventos. Ambos os cenários também projetam aumento na ocorrência de ondas de frio, sugerindo intensificação da variabilidade térmica local. Esses achados reforçam a urgência de políticas adaptativas que considerem os extremos térmicos em ambas as direções</p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5826O RAMAL DA MOGIANA E SUA CONTRIBUIÇÃO NA FORMAÇÃO E CRESCIMENTO DA CIDADE DE POÇOS DE CALDAS (MG)2025-08-17T15:29:50-03:00Ana Laura Freitas Corrêaanafrlaura02@gmail.comDaniel Fernandes Ferraresidaniel.ferraresi@alunos.ifsuldeminas.edu.brJéssica Letícia de Paulojessicaleticiad@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo desta pesquisa foi explorar a relevância da Rede Ferroviária da Mogiana para o desenvolvimento inicial de Poços de Caldas. Utilizando a linha férrea como exemplo de rede fundamental, a pesquisa empregou embasamento teórico em Roberto Lobato Corrêa e consultou o acervo fotográfico do Museu Histórico e Geográfico local. Os resultados comprovam que a implantação da ferrovia, em 22 de outubro de 1886 na cidade, foi essencial em seu desenvolvimento, ao impulsionar o crescimento urbano em um primeiro momento. O surgimento de hotéis, as modificações paisagísticas e a construção de uma infraestrutura turística e residencial no entorno da estação são exemplos disso. Assim, foi possível observar como a ferrovia foi crucial para o turismo e o desenvolvimento do município.</span></p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5827EPIFANIA URBANA2025-08-17T15:02:40-03:00Adriana Gomes do Nascimento adrianan@ufsj.edu.brSara Figueiredo Lacerda do Pradosaralacerdaprado@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho parte da presença das igrejas localizadas no centro histórico de São João del-Rei, Minas Gerais, como a Igreja Nossa Senhora do Carmo, investigando como edificações dessa natureza contribuem para a simbolização do espaço urbano e seus impactos nos corpos que o habitam. O sentido principal do trabalho é a produção de uma proposta provocativa e crítica da relação entre corpos transitórios e fixos, numa relação sujeito-objeto e vice-versa. Dentre os aspectos analisados, compreende-se os ritmos urbanos como manifestações simbólicas da presença moral e virtual da religiosidade marcada pelas igrejas no cotidiano urbano. Por meio de leituras e observações de campo e de práticas cotidianas, o estudo mapeia partes subjetivas dos efeitos simbólicos dessas edificações no espaço e na experiência urbana. Um dos resultados gerados é nomeado como Epifania Urbana - uma intervenção artística que busca convocar os sujeitos a reconhecerem a estrutura moral e rítmica que os molda e habita em</span><em><span style="font-weight: 400;"> corpoespacotempo.</span></em></p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terramhttp://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/5838ARQUITETURA VERNÁCULA COM TERRA E IDENTIDADE: ESTUDO DE CASO NO TERRITÓRIO QUILOMBOLA SACO DAS ALMAS (MA) 2025-08-19T18:27:04-03:00Sophia Nogueirasophiamouranogueira@gmail.comMarco Antônio Penido de Rezende marco.penido.rezende@hotmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa de que maneira a arquitetura vernácula com terra presente no território quilombola de Saco das Almas, no Maranhão, expressa e fortalece a identidade cultural da comunidade. A pesquisa parte da premissa de que as moradias autoproduzidas, os saberes construtivos tradicionais e a organização do espaço doméstico refletem valores simbólicos, práticas coletivas e modos de vida enraizados no território. A metodologia adotada inclui levantamento bibliográfico, observação direta e entrevistas com moradores. Os resultados demonstram que o uso de materiais locais, como o adobe e a taipa, associados a práticas construtivas compartilhadas, revelam não apenas o domínio técnico das comunidades, mas também vínculos afetivos com a terra, o quintal e a coletividade. A arquitetura torna-se, assim, uma forma de expressão cultural que articula memória, identidade e modos tradicionais de habitar. O estudo reforça a importância de reconhecer e valorizar os saberes tradicionais como parte essencial do patrimônio cultural e da autonomia das comunidades.</span></p>2026-01-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Territorium Terram