O MODO DE PRODUÇÃO CAMPONESA E O USO DE TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS NO SEMIÁRIDO

A RESISTÊNCIA DO MST NO VALE DO JAGUARIBE, CEARÁ

Autores

  • Sara Pereira de Matos Universidade Estadual Vale do Acaraú
  • Aldiva Sales Diniz Universidade Estadual Vale do Acaraú

Resumo

Este artigo analisa o processo de resistência camponesa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Vale do Jaguaribe-Ceará, a partir da incorporação de tecnologias sociais sustentáveis em áreas de reforma agrária, como o Bernardo Marin II, no município de Russas; e Zé Maria do Tomé, em Limoeiro do Norte. Busca-se compreender as contradições históricas do semiárido, as condições socioambientais dos territórios e as práticas produtivas desenvolvidas pelas famílias assentadas e acampadas. A pesquisa fundamenta-se no método histórico-dialético, articulando abordagem qualitativa e dados quantitativos. Os resultados indicam que as tecnologias sociais adotadas contribuem para a produção camponesa, autonomia dos sujeitos, soberania alimentar e valorização dos saberes locais. Conclui-se, também, que tais práticas, associadas à organização política do MST no Ceará, desempenham papel fundamental para a reprodução social, permanência das famílias no campo e centralidade da luta pela reforma agrária.

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Publicado

2026-09-05

Como Citar

Pereira de Matos, S., & Sales Diniz, A. (2026). O MODO DE PRODUÇÃO CAMPONESA E O USO DE TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS NO SEMIÁRIDO: A RESISTÊNCIA DO MST NO VALE DO JAGUARIBE, CEARÁ. Revista Territorium Terram, 9(19), 517–537. Recuperado de http://periodicos.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/6159