CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO ESPACIAL EM PESSOAS CEGAS
IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo compreender, por meio de um levantamento bibliográfico, como se dá o desenvolvimento do Pensamento Espacial em pessoas cegas e de que forma esse processo pode contribuir para a mediação do ensino de Geografia. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, com análise de produções textuais dedicadas ao Pensamento Espacial e autores dedicados à reflexão sobre a organização espacial de pessoas cegas. Os resultados deste estudo evidenciam que o Pensamento Espacial pode ser desenvolvido por pessoas cegas a partir de experiências sensoriais alternativas, como o tato, a audição e a cinestesia. A análise demonstrou que sujeitos com deficiência visual são capazes de construir representações espaciais complexas, interpretar relações entre objetos e fenômenos e mobilizar conceitos fundamentais para o raciocínio geográfico, desde que tenham acesso a práticas pedagógicas acessíveis e mediadas de forma intencional. Os resultados indicam ainda que embora existam avanços nas pesquisas sobre a construção de materiais didáticos acessíveis, como mapas táteis, ainda são escassos os estudos que investigam como pessoas com deficiência visual desenvolvem o Pensamento Espacial a partir das diferentes formas de reorganização funcional dos seus sentidos. Concluímos que, investigar como pessoas com deficiência visual constroem o Pensamento Espacial constitui um passo inicial importante para favorecer o desenvolvimento do raciocínio geográfico desses sujeitos, contribuindo para práticas pedagógicas mais inclusivas e para uma educação geográfica que reconheça e valorize diferentes formas de perceber e representar o espaço.
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